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Episiotomia

Autora: Elenice Maria Ferraz

Episiotomia

A episiotomia consiste na incisão que se realiza no períneo com o objetivo de aumentar a área de saída da apresentação fetal de modo a facilitar o parto. Não é recomendada como procedimento de rotina. Estudo clínico controlado (Carroli e cols., 2000) demonstrou que não há evidência de que a episiotomia, quando empregada rotineiramente, diminua a freqüência de lesão perineal, futuros prolapsos vaginais ou incontinência urinária.

Indicações:

Atualmente, as indicações de episiotomia incluem:
• Partos vaginais complicados (apresentação pélvica, distocia de ombro, macrossomia fetal e aplicação de fórcipe).
• Cicatrizes na área genital ou cicatrizações defeituosas resultantes de lacerações prévias de terceiro ou quarto grau.
• Sofrimento fetal agudo.

Tipos de incisões
• Mediana.
• Mediolateral.

Procedimentos
• Dar suporte emocional à paciente e explicar o procedimento
• Fazer assepsia cuidadosa em toda a área perineal
• Anestesiar a área com anestesia local ou bloqueio pudendo, se a paciente não estiver sob efeito de um bloqueio peridural intraparto.
• A episiotomia deverá ser realizada quando o períneo estiver distendido e a apresentação fetal estiver visível durante a contração.
Cuidado! A episiotomia não deve ser feita com muita antecipação, pois isso aumenta o sangramento, não favorece a descida de cabeça fetal e provoca ansiedade no obstetra, o que propicia atitudes precipitadas.
• Usar tesouras em lugar de bisturi. O corte será de 3 a 4cm na direção mediolateral, quando esse tipo de incisão é a escolhida, e de 2 a 3cm na mucosa da parede posterior da vagina, quando a incisão é mediana.
• Controlar a cabeça e ombros do feto no momento do nascimento para prevenir extensão da episiotomia.
• Verificar se ocorreram extensões ou outras lacerações e repará-las.

Episiorrafia
Trocar as luvas em que se fez o parto.
• Aplicar novamente solução anti-séptica em toda a área.
• Usar fios absorvíveis (categute cromado ou poliglicólico) para o fechamento. O fio poliglicólico tem maior força de tensão e não provoca alergia.
• Iniciar o reparo da mucosa vaginal com sutura contínua, utilizando categute cromado 2-0.
• Dar pontos separados na musculatura perineal com categute cromado 2-0.
• Fechar a pele com pontos interrompidos ou com sutura intradérmica.
• Se houve extensão ao esfíncter anal e à mucosa retal, tratar como extensões de terceiro e quarto graus, respectivamente. Aproximar as bordas do esfíncter anal com dois ou três pontos interrompidos, usando categute cromado 2 ou Vycril®. A extensão da mucosa retal deve ser fechada com categute cromado 3 ou 4-0, em pontos interrompidos. A paciente deve ser mantida em dieta líquida por 2 ou 3 dias no pós-parto.

Complicações
• Se ocorrer formação de hematoma, abrir a incisão e drenar. Se não houver sinais de infecção, nem sangramento, suturar de novo a episiotomia.
• Se houver sinais de infecção, abrir e drenar a ferida. Remover as suturas infectadas e desbridar a ferida. Outras medidas importantes:
– Se a infecção é leve, não será necessária a cobertura com antibióticos.
– Se a infecção é grave, mas não envolve tecidos profundos, fazer uso de uma combinação de antibióticos (ampicilina, 500mg por via oral a cada 6 horas, durante 5 dias, e metronidazol, 400mg por via oral a cada 8 horas, durante 5 dias).
– Se a infecção é profunda, envolvendo músculos e causando necrose (fasciite necrosante1), fazer uma combinação de antibióticos até que todo o tecido necrótico tenha sido removido e a paciente esteja afebril por 48 horas. Nesses casos, usar a seguinte combinação de antibióticos:
- Penicilina G – 2 milhões de unidades, endovenosa, a cada 6 horas.
- Gentamicina – 5mg/kg de peso corporal, endovenosa, a cada 24 horas.
- Metronidazol – 500mg, endovenosa, a cada 8 horas.
Caso a paciente esteja afebril por mais de 24 horas, substituir o esquema para ampicilina (500mg por via oral a cada 6 horas por 5 dias) e metronidazol (400mg por via oral a cada 8 horas durante 5 dias).


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